
Em missão diplomática nos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff anunciou, em pronunciamento conjunto com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a assinatura de um acordo entre os dois países para facilitar a entrada em solo americano e brasileiros que viajam com frequência.
Através do ingresso do Brasil no programa Global Entry, os viajantes [em casos específicos] poderão entrar no território norte-americano sem passar pelas filas da imigração.
A medida, no entanto, não isenta os brasileiros do processo para obtenção do visto [que segue sendo obrigatório]. "Hoje também agradeço ao presidente Obama porque nós decidimos facilitar a entrada nos EUA de viajantes frequentes do Brasil no âmbito do programa Global Entry", disse Dilma.
Conheça o Global Entry
O programa permite a liberação rápida de viajantes no controle de passaporte no desembarque em solo norte-americano. O viajante entra no país passando por quiosques automáticos ao invés de aguardar nas filas para conversar com um funcionário da imigração.
Para poder utilizar o sistema, o viajante precisa fazer um cadastro antecipado que só é pré-aprovado para pessoas consideradas de baixo risco pelas autoridades locais. Ainda assim, a imigração se reserva o direito de parar os participantes do Global Entry caso julgue necessário. O custo de adesão ao programa é de 100 dólares por 5 anos.
O cadastro pode ser preenchido pela internet. Já a entrevista para a pré-aprovação do acesso deve ser realizada em solo americano [confira os endereços de atendimento].
Com o anúncio, o Brasil se junta a um seleto grupo de países que integram o sistema. Atualmente ele é restrito para cidadãos dos EUA, Alemanha, Países Baixos, Panamá, Coréia do Sul, México e Canadá [por meio do programa canadense equivalente, o Nexus].
