
Todos os anos, milhares de brasileiros passam pela experiência de estudar fora do país com o objetivo de obter a 'dupla diplomação'. Um detalhe que acrescenta experiência de vida e peso ao currículo do formando. São muitas as oportunidades para quem busca este diferencial, mas você precisa estar atento a alguns detalhes para aproveitar essa oportunidade.
Universidades conveniadas
Toda Universidade brasileira [e muitos centros universitários] possuem vínculos com instituições pelo Mundo. Fazer o intercâmbio por este caminho pode se dizer que é o mais simples e proveitoso. Procure a lista de convênios da sua universidade para descobrir para quais destinos você pode viajar para fazer o intercâmbio. E, claro, fique atento aos editais das universidades. Veja para quais destinos você terá a possibilidade de viajar pelo seu curso e observe os passos do processo seletivo.
Idioma
Saber falar inglês é fundamental para o intercâmbio. Mesmo que este seja em Portugal. Sim, pois mesmo em um país com a nossa língua você terá que lidar com pessoas de outras nacionalidades. Mas em alguns casos só saber falar inglês não adianta. Você deve ter noção de que as tuas aulas serão no idioma oficial do país para o qual você vai.
Além de evitar dificuldades no exterior, dominar a língua nativa do país é um dos critérios que as universidades consideram na hora de escolher os alunos.
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Fazer um intercâmbio é um acréscimo a qualquer currículo. Mas o custo deste diferencial é elevado. Um planejamento financeiro para a viagem é muito importante. E, pelo menos na teoria, você não tem autorização para trabalhar no país. Uma das etapas mais complicadas na obtenção do visto de estudantes [exigido sempre, mesmo em países nos quais você acessa livremente para turismo] será comprovar que a sua família possui reservas ou uma renda mensal capaz de te manter durante o período de estudos. Para a Europa, são exigidos recebimentos mensais da família de, pelo menos, 1.500 euros por mês. Além de reservas.
Acomodação, alimentação e faculdade
Procure se informar sobre os locais indicados pela universidade para acomodação. Normalmente, são espaços bem econômicos onde normalmente ficam hospedados os estudantes. Não espere luxo. Essa experiência faz parte da viagem.
Com relação a alimentação, os campus de todas as universidades possuem alternativas bem econômicas para as suas refeições. Faça uma pesquisa e escolha as opções que cabem no seu bolso.
Com relação as mensalidades, normalmente as universidades brasileiras oferecem descontos ou até isenção de pagamento no semestre ou no ano em que você estará fora. Assim como boa parte das faculdades gringas também não cobram mensalidades. Isso acaba sendo um incentivo e um auxílio para a sua viagem. Afinal de contas, o intercâmbio é bom para quem viaja e para a instituição.
Incentivo do Governo
Não é apenas o seu currículo e a sua universidade que ganham com a sua experiência no exterior. O país também ganha. Por isso, muitos estudantes viajam para o exterior com apoio do Governo Federal. O programa Ciência sem Fronteiras, por exemplo, oferece pagamentos de bolsas para ajudar a bancar a sua viagem. Voltado as diferentes áreas da ciência, o programa visa possibilitar aos estudantes brasileiros a vivência em diversos países com destaque nas diferentes áreas que o programa abrange. O processo seletivo é lento, burocrático e exige bastante do candidato. Mas, claro, vale a pena. Confira mais sobre o programa em http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/
